
Li o projeto completo da
PEC da Reforma da Previdência, que o governo Temer quer aprovar “sem
constranger o Congresso”. No texto, citam-se mudanças na previdência de
funcionários públicos, trabalhadores privados e rurais, professores e
policiais. Segundo a propaganda oficial, “é para cortar privilégios”. Em nenhum
momento, o projeto original, não aquele retalhado pelos deputados federais e
senadores junto com o governo, fala-se em cortar privilégios da previdência dos
políticos e judiciário. Justifica-se que neles, a situação é
própria. Equívoco. Os salários dos políticos federais e judiciário superior são
pagos pelo Executivo a partir dos impostos e tributos pagos pelos cidadãos e
repassado a eles através de rubricas próprias no Orçamento encaminhado e aprovado
pelo Congresso. Logo, a previdência dos políticos e judiciário deve ser,
também, objeto desta PEC. Se o governo do Medroso quer acabar com “os
privilégios”, deve cobrar as dívidas das empresas que não recolhem a
previdência, evitar a anistia a empresas devedoras, punir os casos de desvios e
corrupção ligados as aposentadorias, acabar com os cargos comissionados
políticos, acabar com os privilégios de políticos e judiciário. E não colocar a
conta de equívocos e má gestão nas costas dos contribuintes nesta reforma da
previdência.
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