quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Reforma da Previdência




Li o projeto completo da PEC da Reforma da Previdência, que o governo Temer quer aprovar “sem constranger o Congresso”. No texto, citam-se mudanças na previdência de funcionários públicos, trabalhadores privados e rurais, professores e policiais. Segundo a propaganda oficial, “é para cortar privilégios”. Em nenhum momento, o projeto original, não aquele retalhado pelos deputados federais e senadores junto com o governo, fala-se em cortar privilégios da previdência dos políticos e judiciário. Justifica-se que neles, a situação é própria. Equívoco. Os salários dos políticos federais e judiciário superior são pagos pelo Executivo a partir dos impostos e tributos pagos pelos cidadãos e repassado a eles através de rubricas próprias no Orçamento encaminhado e aprovado pelo Congresso. Logo, a previdência dos políticos e judiciário deve ser, também, objeto desta PEC. Se o governo do Medroso quer acabar com “os privilégios”, deve cobrar as dívidas das empresas que não recolhem a previdência, evitar a anistia a empresas devedoras, punir os casos de desvios e corrupção ligados as aposentadorias, acabar com os cargos comissionados políticos, acabar com os privilégios de políticos e judiciário. E não colocar a conta de equívocos e má gestão nas costas dos contribuintes nesta reforma da previdência.

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